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  • Resenha: A.N. Roquelaure (Anne Rice)- Os Desejos de Bela Adormecida

    Livro: Os desejos da Bela Adormecida
    Autora: A.N. Roquelaure (Anne Rice)
    Editora: Rocco
    Páginas: 352
    Resenhista: Paula Sesterheim
    Sinopse: Na versão tradicional do conto A Bela Adormecida, imortalizada por Charles Perrault e pelos irmãos Grimm, o feitiço que cai sobre a linda e jovem princesa só pode ser quebrado pelo beijo de um príncipe. Sob o pseudônimo de A. N. Roquelaure, Anne Rice reimagina a história de Bela e expõe toda a subjetividade deste conto que povoa a imaginação coletiva, explorando sua ligação inegável ao desejo sexual. Aqui, o príncipe desperta Bela não com um beijo, mas com a iniciação sexual. Sua recompensa para acabar com os cem anos de encantamento é a escravidão total e completa de Bela a seu prazer. A heroína é levada para o castelo do príncipe onde terá de se submeter a provações inimagináveis como prova da sua entrega e dedicação.

    Anne Rice é conhecida por suas polêmicas obras de romance gótico, a mais conhecida sendo a Série Crônicas Vampirescas, que atualmente conta com onze livros já lançados, entre eles: Entrevista com o Vampiro (que mais tarde foi adaptado para o cinema tendo Tom Crouise Com Lestat, Brad Pitt como Louis, Kirsten Dunst como Claudia e Antonio Banderas como Armand); A Rainha dos CondenadosA História do Ladrão de Corpos; entre outros, porém, nenhum de seus livros viria a ser tão polêmico e alvo de tantas críticas quanto a Trilogia Bela Adormecida. O Motivo? Trata-se de uma história que aborda como tema principal o BSDM (bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo). Primeiramente, vou dizer como é o livro e depois o que achei dele para que vocês entendam minha opinião.

    A história começa com um jovem príncipe que sempre ouviu a história da Bela Adormecida, que espetou seu dedo em uma roca e fez com que seu reino entrasse em sono profundo devido ao feitiço de uma bruxa por 100 longos anos. Desde então, ouviram-se histórias também dos aventurados que arriscaram-se para salvar a jovem princesa da terrível maldição, porém, nunca obtiveram sucesso. Assim, o príncipe, cansado de ouvir apenas histórias, que nunca lhe pareceram reais, decide tentar a sorte por entre o labirinto de espinhos que esconde o reino e ver por si mesmo se é real o que dizem.

    Chegando lá, encontra Bela dormindo em sua cama e o príncipe sente um desejo imediato pela jovem, que é acordada não por um beijo como ouvimos na história tradicional, mas sim como na original (dos irmãos Grimm): eles tem uma relação sexual. Então, o reino inteiro é acordado, e o feitiço finalmente quebrado. Assim, o príncipe informa ao pai de Bela, o rei, que ela passou a ser sua propriedade e a levará para seu reino como tributo e deverá lhe servir por tempo indeterminado, apesar de que algum dia (que nem mesmo eles ainda sabem) ele será livre para voltar para casa. 

    A história já parece ruim o suficiente aí, mas consegue piorar: Bela será a escrava sexual do príncipe e terá que obedecer a todos os seus pedid... pedidos? Desculpem, mandamentos é a palavra mais correta. 

    Ambos tem um longo caminho a percorrer e foi aí que tive minha primeira surpresa com o livro: Bela é obrigada a fazer toda a tragetória nua, pois o príncipe deseja que todos vejam e invejem sua beleza. Ela fica o caminho todo assim, e até mesmo é amarrada na rua para que o povo possa lhe ver melhor. 

    Chegando ao reino, ela descobre que não é a única a sofrer com tais humilhações, mas apenas uma entre os demais príncipes e princesas que foram dados como tributo ao soberanos para lhes servir. Assim, seu treinamento é iniciado para que possa atender corretamente aos desejos de todos que deve servir. 

    Definitivamente é um dos livros mais difíceis que já li e que me causou mais repudio. Bela é tratada como um animal. Não, pior que isso. Sem falar que ela é obrigada a andar nua pelo reino, exposta para todos e deve deixar que todos que desejam toca-la fazem isso, sem negação, até mesmo os criados do castelo tem o direito de fazer isso e ela lhes deve obediência, segundo a rainha. 

    Ela sofre de maneiras variadas e extremas, mas todas lhe fazem sofrer físico e psicologicamente. As cenas são nojentas, humilhantes e causam ânsia no leitor em todas as vezes. Infelizmente, Bela acaba sendo uma rebelde por não aceitar tais condições e sofre ainda mais quando os dominadores notam isso. 

    Ainda não sei definir bem o que senti ao finalizar essa leitura, mas está longe de ser bom. No livro acompanhamos todo o sofrimento e a humilhação de Bela, já que o livro é escrito em terceira pessoa e, de um jeito ou de outro, acabamos por ver tudo o que ela sente. Além de ser espancada, castigada muitas vezes apenas pelo divertimento da rainha, tem suas partes intimas expostas e sofrer com tapas e mais tapas na genitália, a autora achou que seria viável Bela acabar por sentir prazer nessas coisas. Na verdade, não apenas ela, como todos os escravos sexuais do castelo.

    Não posso dizer que gostei do livro, detestei ler algo assim e me surpreendi por ter chegado ao fim. O mais estranho é que não sou fã de livros assim (tanto que nem sinto vontade de ler 50 Tons de Cinza), mas achei que teria alguma história a ser contada ali. Eu estava enganada. O livro não tem história e nada mais é do que sexo violento em escrito.

    Claro, Bela acaba conhecido o príncipe Alexi e desenvolve uma pequena paixão por ele, mas não é como os livros que lemos e há uma relação de verdade. Pelo que li vi que era apenas desejo, atração física e sexual. Talvez tenha relação com o fato de Bela iniciar sua vida sexual por meio do príncipe e ainda não saber exatamente o que sente, mas não há muito o que ser contado.

    No meio do livro é quando nos é explicado que deste modo os príncipes e princesas dali serão pessoas mais gentis, amorosas e terão empatia pelo povo, o que os tornaria mais sábios para governar quando chegar a hora, porém, é uma coisa que não convence. Como poderiam seus pais, reis e rainhas, acreditarem que seria algo bom seus filhos sofrerem psicologicamente (a pior das torturas)?

    Já no final do livro temos uma surpresa (nem tão grande assim, devo dizer), que será contada lá pelo segundo livro, mas não há nada mais. É um livro completamente superficial, tanto que nem peguei gosto pelos personagens.

    Muitas pessoas me perguntaram o que eu achava desse livro enquanto estava lendo e queriam saber o que eu acharia ao finalizar, pois bem, eu nunca recomendaria este livro. É torturante e não há coisas boas ali para salvar, apesar de eu sempre tirar alguma lição de dos livros, não aconteceu isso neste caso. 

    1 comentários :

    1. Meu namorado me deu ele por indicação de uma vendedora da livraria, ainda não tive coragem de começar a leitura.
      Não sei como vou reagir a esse livro, pelo que vejo tem gente que tem vontade largar sem nem terminar de ler '-'



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